Essa "evangelização da política" -- concretizou -- tem como objetivo assegurar "que as pessoas que têm o poder de servir sirvam mesmo"..Bento Domingues abordou a "atração" que o papa Francisco "está a suscitar", criticando os jornalistas e comentadores que "dizem que ele não diz nada de novo" e que "é populista"..Tal avaliação, disse, é justificada por "não haver coragem, nem dentro nem fora da Igreja, para mandar calar" o papa.."Insuportável é o método" de Francisco, que "convoca todos a mudar o centro da sua missão para a periferia", o que implica "olhar o mundo a partir dos excluídos", destacou..O papa tem dito -- e Bento Domingues concorda - que "é preciso acabar com a ideia de que [a situação] foi sempre assim -- se foi sempre assim, já é tempo de mudar"..Essa mudança deve começar pela hierarquia, pela "reforma" do próprio papado, mas abrange todos, porque "este papa tem uma pancada de não querer fazer nada sozinho", considera Bento Domingues..Cerca de 250 pessoas participaram hoje no colóquio que assinalou os 40 anos do III Congresso da Oposição Democrática, na Universidade de Aveiro..O III Congresso da Oposição Democrática, de abril de 1973, foi "um ponto de viragem na política nacional, quer no que respeita à política da ditadura, quer no que respeita à estratégia da oposição", assinalou Helena Pato, presidente da direção do movimento cívico Não Apaguem a Memória (NAM), que organizou o colóquio..Além de frei Bento Domingues, o último painel da sessão, que pretendeu incutir um olhar de atualidade sobre o acontecimento histórico, contou com Carvalho da Silva, Pedro Adão e Silva, Tatiana Moutinho e Rui Tavares.